sexta-feira, 6 de abril de 2012

Bratislava, a cidade das estátuas improváveis

Eslováquia.
Bratislava.



Três horas depois de Budapeste, num comboio hu hu, pouca-terra pouca-terra e com uma paisagem muito bucólica ao longo do Danúbio, chego a Bratislava.

A cidade, tal como Budapeste, é dividida pelo Danúbio mas neste caso, uma das margens é a Bela e a outra é o Monstro. A Bela, é a margem do centro histórico cheio de beleza clássica de outros séculos, o Monstro é a outra margem marcada pela chaminés industriais e pelos blocos habitacionais de cariz soviético frutos da história recente.



Os peões, têm um ar suspeito, ao jeito de detectives privados/espiões...deve ter ficado do tempo dos soviéticos...
Este tem ar de quem se prepara para um duelo...
A praça principal - Hlavné Námestie.
 Na praça principal, a estátua do Francês reclinado...em Portugal, este bronze todo já devia ter marchado...
 O guarda na sua guarita, também na praça principal.
 E mais uma estátua...
A estátua do Paparazzo.
 E a minha favorita...que quase que passa despercebida por se encontrar ao nível do chão.

 A Ponte Nova, terminada em 1971 e indubitavelmente de estilo soviético ou isso ou estilo espacial...
 O palácio presidencial (ou palácio Grassalkovich), com uma estátua soviética em frente.
 O Palácio que foi abaixo diversas vezes (devido a invasões e fogo) ainda está em reconstrução...


A vista do Palácio para a outra margem, mais especificamente para os blocos habitacionais de construção soviética. Parecem legos mas num versão a preto e branco.
 Outra imagem do outro lado do Danúbio, agora para as chaminés industriais...outro highlight.
A porta de São Miguel, a entrada para a cidade velha.
A catedral de Saint Martin, onde durante séculos foram coroados os reis Húngaros, começando pelo rei Stephen (uma réplica da sua coroa encontra-se aqui, a original está no parlamento de Budapeste). Esta é a catedral mais importante do país e mesmo em frente passa uma via rápida que abala todas as fundações do edifício...sem comentários...

O Palácio Primacial.
 A casa mais estreita de Bratislava.
 O teatro nacional Eslovaco.
O meu meio de transporte favorito! Nos eléctricos bem como nos autocarros não há controle nenhum dos bilhetes...

"Commemoration of the first witch burnt to death in Bratislava".... Medo!
 Com o castelo ao fundo...
 A estação dos comboios de Bratislava onde de forma aleatória encontrei na plataforma do comboio, um dos meus ex-companheiros de casa de Madrid...o mundo é mesmo assustadoramente pequeno.

Budapeste, a cidade das termas

Hungria.
Budapeste.

Budapeste é uma cidade linda pelos seus edifícios e interessante pela sua história.  Invadida violentamente várias vezes ao longo dos séculos, destruiu-se e enriqueceu-se com a passagem de uns e outros. Dos Turcos, ficou a mágica tradição dos banhos/termas, do Império Austro-Húngaro a cultura, dos Nazis um rasto de destruição e dos soviéticos, a opressão. São estas as fundações de Budapeste que teve que se reerguer várias vezes para se manter majestosa e linda, ocupando a sua posição de rainha do Danúbio.


A Basílica de Saint Stephen, em honra do primeiro rei católico Húngaro. Lá dentro, está uma das suas mãos em exibição (confesso que não se percebe bem mas é preferível dessa forma...)...creepy!
...o interior da Basílica...

Vista do monte Gellért sobre Budapeste, uma cidade cuja 2ªGM destruiu cerca de 80% da cidade, incluindo todas as pontes. Na margem esquerda Buda e na margem direita Peste.
Do lado de Buda, o palácio, do lado de Peste, o Parlamento.
 A moda das juras de amor em formato de cadeado...em mais uma cidade europeia. A indústria dos cadeados deve andar de vento em popa!
 As termas ao ar-livre de Széchenyi. 


 Eu vi fotos em pleno Inverno e é mais impressionante. Neste lado, a temperatura da água era só de 35º.
 Neste era fria e só para nadar....logo não muito popular...
 A piscina do outro lado, com 38º...um caldinho...é habitual ver pessoas a jogar xadrez dentro da piscina (há tabuleiros e tudo).
Agora do lado de Buda (a margem mais gira do Danúbio):
 Monumento à peste negra...lembra-me o de Viena (não sei se o escultor foi o mesmo ou se calhar para este tópico o tipo de monumento era standard?)
 No Bastião dos Pescadores.

Igreja Mátyás, que estava em obras por dentro mas que não deixa de ser impressionante.
Outra perspectiva do Bastião dos pescadores, uma homenagem àqueles que foram uns dos grandes defensores da cidade.

As casas típicas de Buda.
 Gosto da forma como se muda o nome da rua, risca-se e pronto...que práticos!
 Os correios, fazem sempre parte dos meus itinerários (sim eu ainda escrevo postais!). Os postais demoraram quase 3 semanas a chegar a Portugal...
 O Palácio Real que teve que ser reconstruído depois da 2ªGM. 
O pátio interior do palácio.
 Um autocarro de turismo anfíbio...muito à frente...
 O funicular do palácio para o Km zero (também totalmente reconstruído da forma original depois da 2ªGM).
 O Km zero da Hungria.
 A estátua que comemora a libertação dos Nazis.
A rua pedonal das compras ou "fashion street".
 O Parlamento também ele reconstruído depois da 2ª GM. A estátua é do primeiro-ministro deposto e morto pela União Soviética.
 O Parlamento Húngaro é o terceiro maior do mundo (depois do Romeno e do Argentino). Tem 18.000 metros quadrados, tem 691 salas, 20 km de escadas e 96 m de altura.
A construção deste edifício neo-gótico começou em 1885 e terminou em 1902.
Um edifício lindo por dentro e por fora. Como curiosidade, neste edifício gigante e fortemente dourado por dentro, foram usados 40kg de ouro.

 Um pormenor curioso...a cigarreira da câmara alta, onde os deputados deixavam o seu charuto antes de entrar na sessão, pelo número poderiam identificá-lo na volta da sessão.
 A sala da câmara alta, a única visitável visto o Parlamento actualmente só ter uma câmara. Desta forma, esta sala é arrendada para eventos e é o highlight das excursões ao Parlamento.

 Metro da linha 2....fabrico Russo e quase que aposto que ainda é dos tempos da ocupação tal o estado em que está...
 Metro da linha 1, o mais antigo da Europa (depois do de Londres) e eu digo que não deve estar a mais que um metro do chão, pois a entrada para a estação é quase directa para a carruagem. Vale a pena a viagem no tempo. A parte interessante é que há imenso controlo nos bilhetes de metro mas nos autocarros e eléctricos não há controlo absolutamente nenhum...
 Praça dos Heróis (mesmo perto das termas Széchenyi)

O mercado


Sopa Goulash ou a chamada sopa de entulho...ou seja tem de tudo lá dentro...e gosto do pormenor do recipiente, estilo cantina industrial. Foi assim o almoço no mercado.

A Ópera, um dos edifícios a precisar de uma escovadela. Esta sujidade, infelizmente, é notória em muitos edifícios da cidade.
A ópera construída, durante o Império Austro-Húngaro e sob a premissa de que teria que ser mais pequena que a de Viena. Nela foram gastos só 3kg de ouro (apesar do intenso dourado).

 Uma estátua estranha...mas mais estranho ainda era uma árvore aqui ao lado que era um mini templo ao Michael Jackson....
E que tal dar um salto a Portugal?
 As termas Gellért, agora só a funcionar indoors.


A entrada das termas Gellért.

Eu faço sempre a volta pela cidade nas camionetas Hop on/Hop off e nestas são poucas as vezes em que existe a opção da visita guiada ser em Português. Mas nas vezes em que esta opção existe, o Português é quase sempre assustador, geralmente dão a ler, um texto traduzido no google translate, a um local que não faz ideia do que está a dizer, ou então a um emigrante Português que não fala Português desde que fez a 4ª classe. Neste tour, aprendi palavras como "mercenas" e "manifestadores". Custa assim muito mais mandar o texto para Portugal e pôr alguém de cá a ler aquilo?